CONTEMPORARY DANCE

Tabuleiro / Lua Tatit e Edith Derdyk, 2013

Como fazer emergir, de um corpo escondido, dada a falta de ar que os padrões funcionais nos impõem, o espaço da dança e a dança no espaço? Dudu Tsuda, Isabela Santana, Rodrigo Gontijo e Marisa Bentivegna foram convidados para a contrução coletiva desta moradia passageira, cujos habitantes – dança + artes plásticas + música + vídeo – buscam seus ondes e quandos, suas consoantes e vogais, para articularmos o convívio das diferenças. [Edith Derdyk e Lua Tatit, agosto 2013]

EN

In Tabuleiro, artists who works with different languages were invited by the visual artist Edith Derdyk and the performer Lua Tatit to create and articulate together  their differences to build a temporary house.

BANANAS_Núcleo Artérias, 2013

[fonte do texto: Núcleo Artérias_ nucleoarterias.com]

Em BANANAS o Núcleo Artérias investigou construtos de masculinidade através da exploração de imaginários, gestos e desejos considerados exclusivamente masculinos. Como fundamento para a fisicalidade, o núcleo trabalhou com ações geradas pela ativação do sistema digestório do corpo provocando uma série de experiências conduzidas pelo desejo.

Explorando invenções de masculinidade, o Núcleo Artérias testou corporeidades andróginas, sinuosas, volumosas, orgânicas, multidirecionais potencializadas pelo desejo e possibilidade de ser “outros”, de ser múltiplo.

BANANAS lida com assuntos propostos no trabalho da artista britânica Sarah Lucas. Com foco no corpo humano, Lucas expande suas dimensões de gênero e sexo através de uma linguagem metafórica e provocadora. Em uma mistura de sensibilidade e agressão, a arte de Lucas desafia constantemente a visão masculina estereotipada da mulher. Produzido originalmente para o 17º Cultura Inglesa Festival.

EN

In BANANAS, Nucleo Artérias has investigated male constructs through the explorations of gests and desires considered men’s exclusivity. This work deals with topics proposed in the work of british artist Sarah Lucas.

Fleshdance_Núcleo Artérias, 2012

O trabalho propõe uma possibilidade de resistência à vida voltada para o consumo. “Fleshdance” é uma coreografia de variações de intensidades emocionais composta por experiências físicas, carnais, acionadas pelo ato de respirar.

Em “Fleshdance” o Núcleo Artérias explora o sistema orgânico do corpo, trabalhando na invenção de uma corporeidade ativada pela intensificação dos afetos. “Fleshdance” propõe um corpo volumoso que permanece sempre em constante transformação, movido pelos órgãos, poroso, com possibilidade de afetar e de ser afetado pelo outro. “Fleshdance” é também o cansaço do ato de consumir e de descartar, é tentar resistir existindo, potencializando cada experiência.

EN

Flashdance deals with the invention of a corporeity activated by the intensification of the affects, discussing the possibility of resisting against the consumption society.

Centímetros Decibéis / Lua Tatit 2011

Passagens _ Composition for Centímetros Decibéis / Lua Tatit 2010

[fonte do texto: Lua Tatit _ http://luatatit.blogspot.com.br]
Centímetros decibéis é um trabalho fundamentado na medição do espaço físico como estratégia para medir o tempo, ressignificando as possíveis relações de um corpo que se desloca num determinado tempo/espaço com o intuito de gerar, no observador, um olhar sensível que perceba  a poética da presença, do instante, do transitivo. Centímetros decibéis propõe uma conexão, quem sabe indissociável, entre o corpo, o tempo, o espaço e a linguagem sonora visando  a prática uma “poesia-corpo-visual-sonora”.
EN
Centímetros decibéis is founded in the measuring of space as a strategy to measure the time, giving new meanings to the relations of a body with the space in witch it moves, generating, in the public, a sensible viewing that perceives the poetic of the presence.

Fronteiras Móveis _ Núcleo Artérias (dir. Adriana Grechi) 2010

[fonte do texto: Núcleo Artérias_ nucleoarterias.com]

Fronteiras Móveis discute incerteza, medo e vulnerabilidade sob a perspectiva do corpo. Neste trabalho, o Núcleo Artérias investigou dispositivos de conexão que geram oposições e tensões entre os performers provocando sucessivas instabilidades em seus corpos. A partir da interferência de câmeras instaladas no palco, imagens em vídeo são captadas e manipuladas em tempo real. Estas imagens vigiam e expandem o espaço da cena criando ao mesmo tempo novos problemas e desestabilizações para os performers. Tendo como suporte teórico o livro Medo líquido, do sociólogo Zygmunt Bauman, Fronteiras Móveis é a segunda parte da Trilogia Líquida do Núcleo Artérias.

 

Ruído 5.1 _ (clip) Núcleo Artérias (dir. Adriana Grechi) 2007

[fonte do texto: Núcleo Artéria_ nucleoarterias.com]

Ruído: Sinal indesejável que não pertence à mensagem intencionalmente transmitida.
5.1: Som surround, que envolve o ambiente.

Em Ruído 5.1, o Núcleo Artérias investiga questões conectadas à expansão do consumismo. Como ideais de consumo se inscrevem em nossos corpos? Como afetam nossos relacionamentos?

Criamos uma série de ações corporais observando ideais consumistas, recombinando em tempo real repertórios de movimento, imagens videográficas, slogans e trilha sonora. É proposto um olhar crítico à expansão do consumismo, criando uma maneira de estar em cena e de agir “eficiente” e, ao mesmo tempo, completamente esvaziada de significado interior.

Ruído 5.1 recebeu o prêmio Funarte Klauss Vianna 2006 e foi contemplado pelo programa de Fomento à Dança da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em 2007.