3 Situações hipotéticas sobre neve

Começa a nevar em Berlim.

1) O crítico de arte carioca dos anos 70 já embregado, olha pra cima, sente os flocos caírem nas lentes amareladas de seu óculos e solta:

- Aê… Neve é do caralho! Puta conceito, bixo!

2) A socialite paulistana e ‘apreciadora’ de galerias de arte estende sua mão, tira a luva, e sente os flocos derreterem em sua palma…

- S E N S A C I O N A L… Rose anota aí… Final do ano, lá na associação serviremos champagne em copos envoltos com flocos de gelo… Coloca um garçom bem bonito servindo, vai ser um ESPETÁCULO!!! Afinal, esse pessoal carente de cultura também tem que aprender a saborear uma boa bebida com classe! Só assim pra suportar o calorrrr daquele país!

3) Peruérrima carioca sai cambaleando da loja de jóias, ao ver seu motorista (sim, motorista em Berlim) abrir a boca para o céu para comer alguns flocos de neve, dá-lhe um empurrão, e solta:

- titio Conrado, quando fazia aquelas viagens MARAVILHOSAS pelos países do norte, vivia fazendo isso. Bebericando neve entre um gole de champagne e uma colherada de caviar… Um lorde, Alfredo. Um LORDE! E não é que depois que voltou de Extocolmo em 87, ficou uns dias meio amoado… cansado, não queria comer lagosta no Catete, pegou abuso de champagne, e olha que só bebemos daquela Veuve Clicquot! Nem pra andar de lancha em Angra servia… Foi fazer um exame carérrimo lá na Urca com uma amigo médico de papai. Militar, respeitado, sabe? 1 semana depois sai o exame… Batata! M O N O N U C L E O S E !!!!!!

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