Paris / Berlim / Texas

Os últimos dias por aqui tem sido intensos, mal tive tempo de divulgar
novidades por email. Ficou tudo a cargo do Facebook. Até e-mail ficou
lento em tempos de iphone. Na semana do dia 12, fiz uma viagem relâmpago à
Berlim, retratada no meu recente post no Ultrapop. Cheguei muito bem
situado com ótimos amigos e boas referências, o que me proporcionou
dias com programação acertiva e nada turística. A medievalidade correu
solta, com noites em claro (escuro na verdade…) e muitos rolês de
bicicleta.

Fui acolhido por um caloroso grupo de artistas, o coletivo Repetitif,
responsável por me apresentar ao público berlinense. Dois concertos
incríveis em duas galerias independentes, uma em Neukölln outra em
Prenzlauer Berg, super bem frequentados e no coração da cultura
underground de Berlim. Lo-fi, work in progress e despretensioso. Amei.
Amizades coroadas pela minha fada madrinha européia, Mariette Auvray.

De volta à Paris na segunda 19 anoite, já entrei no ritual de preparação
para minha estréia na cidade luz. Terça desta semana, me apresentei
com Mariette Auvray (Water Sark) e High Wolves no Espace B. Super bem
sucedido, pessoas atentas, uma recepção que eu não esperava. Afinal,
‘Le son par lui même’ se comunica muito bem por aqui, quebrando
barreiras de língua que muitas vezes enfrento na minha terra natal,
São Paulo.

Terça passada 27, apresentei na Cité International des Arts
de Paris (auditorium) uma improvisação em dança + música / arte sonora
com a coreógrafa e dançarina de Taiwan Yi-Wen e uma performance da
minha mais recente pesquisa, Le Temps Suspendu.

Os dias ‘suspensos’ da minha vida cotidiana em São Paulo, após 1 mês
de conflitos internos, me fizeram descobrir uma nova forma de conduzir
o tempo. Mais contemplativo, menos ansioso e menos preocupado. Quem me
conhece deve estar dando risada. Mas juro que deu um clique na minha
cabeça nestas últimas semanas. Esta mudança de percepção gerou esta
nova pesquisa, e aqui nada melhor que apresentá-la em Paris.

Hoje, estarei presente no concerto do Criolo aqui em Paris! Darei umas bandas
pela cidade luz ao lado do meu grandessíssimo amigo, de longas datas e gigs,
um dos melhores guitarristas de sua geração, Mr. Guilherme Held (Gi, para os intimos).
Com esta figura, já toquei no extinto Urbano, Saraievo (quando ainda se
chamava Internet Point, em 2001, muito tempo antes da Augusta se chamar Baixo Augusta,
muito antes da invasão dos hipsters e tudo mais que falam por aí…), Pça Benedito Calixto,
nos tempos áureos do Grazie à Dio, sem falar das Raves-Roubada e das pochetices
de couro. Alguns reveillons nas costas e inúmeras festas serão coroadas por esta
noite que prometo não ter fim. Como fazemos em nossa casa, São Paulo.

Salve Criolo!

Salve Gi!

Salve São Paulo!

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